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Saiba quando trocar o seu plano de previdência privada

Melhor previdencia privada
Escrito por Eusebio Garcia

O projeto para a reforma da previdência segue avançando no plenário, e cada vez mais contribuintes analisam a rentabilidade de seus investimentos no plano de previdência privada. A migração para planos mais rentáveis e com custos mais baixos são os principais motivadores para a mudança, e o movimento de recursos nessa modalidade vem crescendo.

Segundo estatísticas da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), as solicitações de portabilidade aumentaram 7,5% em 2018. Mas você sabe como fazer isso? Melhor, sabe quando deve migrar o plano para outro melhor? O objetivo deste post é ajudar você nesse processo.

Então, confira as nossas dicas a partir de agora!

Por que você deve pensar em trocar o plano de previdência privada?

Não existe investimento 100% seguro. Até mesmo a previdência privada tem risco, se você considerar que a instituição pode errar na estratégia de gestão dos fundos e acabar falindo com o tempo.

Afinal a previdência privada não é coberta pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como acontece em aplicações de renda fixa, que cobre até R$ 250 mil do total investido, mas conta com políticas de segurança bem rígidas.

Por exemplo: os fundos podem ser gerenciados pelo banco ou corretora de valores, mas devem ser cobertos por uma seguradora. Então, apesar de reduzido, o risco continua existindo caso a seguradora também tenha problemas.

Além disso, outros fatores contribuem para você pensar em trocar seu plano de previdência privada, como a rentabilidade que pode começar a cair bruscamente, enquanto os custos aumentam na mesma proporção, e há mudanças nas regras de aposentadoria.

Terceirizar a gestão do seu dinheiro só será um bom negócio se escolher profissionais capacitados para ter uma boa orientação. Por isso, assim como qualquer investimento, você deve monitorar os resultados mensais e ficar de olho nas oportunidades mais promissoras que costumam surgir de tempos em tempos para garantir uma aposentaria tranquila.

Quando essa ação deve ser executada na prática?

Você deve combinar os fatos. Por exemplo, se a rentabilidade cair por um ou dois meses, pode não significar nada. Agora, se isso for constante e ultrapassar 6 meses subsequentes, ligue o alerta, pois a instituição pode estar “mal das pernas”. Então fique atento aos seguintes sinais:

  • rentabilidade diminuindo de forma contínua e exponencial;
  • inflação superando a rentabilidade dos fundos;
  • patrimônio líquido dos fundos caindo;
  • custos aumentando frequentemente;
  • atendimento ruim.

Um ou dois desses sintomas, ocorrendo de forma esporádica, talvez não implique na necessidade de trocar o plano de previdência privada ainda, mas, se forem mais de dois e de forma recorrente, a ação deve ser imediata. Então, fique atento para garantir a segurança do que você já acumulou até a presente data.

O que levar em consideração?

Ao decidir pela migração do plano de previdência privada, você deve observar algumas regras, direitos e obrigações a que estará sujeito. Os principais fatores a serem considerados são:

Regulamentos

Trocar de plano é um direito de todo investidor. Isso é assegurado por lei. Porém há limitações, e você deve respeitar algumas regras ao exercer esse direito. Por exemplo: apenas um pedido de migração pode ser solicitado dentro de um período de 60 dias, e a mudança deve ser efetivada no prazo de até 5 dias úteis, após a aprovação da solicitação junto à seguradora.

A troca também é restrita aos planos de mesma modalidade. Isso significa que, se você tem um plano de previdência privada PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), não pode migrar para um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A troca só é permitida para outro plano PGBL. O mesmo acontece se você tiver um plano VGBL.

Impostos

Outra questão importante da migração do plano é a tributação. Na previdência privada existem duas formas de cobrança: regressiva e progressiva. Nesse caso, se o seu plano atual adota um regime de tributação progressiva, você pode mudá-lo para o regime regressivo, mas essa troca deve ocorrer apenas uma vez e não pode ser desfeita.

Além disso, essa troca não é permitida quando for do regime regressivo para o progressivo. O período de acumulação de capital investido é iniciado instantaneamente após a alteração do regime tributário ser aprovada.

Taxas

As modalidades PGBL e VGBL permitem que o contribuinte adie o pagamento do imposto de renda, mas isso não acontece com as taxas. A de carregamento, por exemplo, é cobrada sempre que você aplica mais dinheiro ao plano. A de administração, por outro lado, é cobrada sobre todo o capital investido.

Nesse caso, fique atento à taxa de administração quando for realizar a troca do plano. Ela não deve incorrer sobre os juros acumulados (rentabilidade), só sobre o total acumulado com as aplicações mensais realizadas por você.

Trocar o banco por uma corretora

Se você estiver procurando por melhores rentabilidades e principalmente por custos mais baixos, a troca de um banco por uma corretora de seguros pode ser uma boa opção. Isso acontece porque você evita um intermediário e passa a aplicar diretamente na empresa que cuida da estratégia com segurança.

Assessores especializados ficam à sua disposição e são mais atenciosos com relação às dúvidas dos investidores, podendo ajudar cada um a tomar decisões mais certeiras com base no perfil individual. Essa estratégia pode valer muito a pena, pois os bancos não entregam serviços de assessoria personalizados e tão completos como uma corretora.

Como funciona a portabilidade de previdência privada?

O processo de migração do plano de previdência privada é parecido com o que acontece na portabilidade de produtos e serviços bancários, como empréstimos e financiamentos. A solicitação de mudança deve ser feita ao banco ou corretora aos quais você deseja migrar o seu plano.

A partir daí a empresa fará contato com  que detém o plano, cuidando de todo o processo. Isso pode ser feito sem custo algum para o investidor.

Ao fazer contato com o banco ou corretora, você deve informar o plano desejado, nome da instituição que cuida do plano atual, valor que deseja transferir e outras informações que forem solicitadas. A partir daí os próximos passos serão:

  • observar se o prazo de carência de 60 dias do plano anterior foi respeitado;
  • fazer contato com a corretora ou banco para migrar o dinheiro para o novo plano;
  • a instituição financeira tem um prazo limite de até 5 dias úteis para transferir o dinheiro.

Se a migração ocorrer internamente (entre planos da mesma instituição), não pode haver cobrança de imposto de renda e nem de taxa de carregamento.

Como você pôde ver, trocar o plano de previdência privada é uma questão de estratégia que deve ser feita com muito cuidado. Por isso, o ideal é contar com o apoio de um especialista para não errar e ter sucesso na transição.

E você, quer migrar seu plano de previdência para um melhor? Então entre em contato com a Alliate agora mesmo e deixe-nos ajudá-lo nesse processo!

Sobre o autor

Eusebio Garcia

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